Ato de AMOR

 

Desde a gravidez existe uma expectativa muito grande sobre a amamentação. Todo mundo diz que é muito importante para o bebê, que firma o vínculo entre mãe e filho e tal. Comigo não foi diferente. Só que as coisas não aconteceram da forma que eu esperava.

Porque eu, inocentemente, esperava que na hora da primeira amamentação houvesse um cenário branco, com música de fundo e pétalas de rosa caindo, tipo propaganda na televisão… rs

Só que, desde a maternidade, logo que a Isabela nasceu, umas duas horas depois, mais ou menos, a enfermeira a trouxe para eu amamentá-la. Detalhe: eu estava deitada, inchada, tonta e me coçando toda por conta da anestesia. Rapidamente eu disse:

“Espera aí moça, agora não. Eu tenho que me sentar, tenho que me adaptar, quem vai me ensinar?” Coisas de mãe de primeira viagem… rs

Enquanto eu resistia, a enfermeira me ignorava e foi colocando o bebê no meu seio e inexplicavelmente, quando percebi, a Isabela estava mamando desesperadamente, sem pestanejar.

Naquele momento o mundo parou. Não via mais ninguém no quarto, não conseguia falar ou pensar. Apenas fiquei emocionada e perplexa com tamanha perfeição. Eu estava alimentando a minha filha. Não tem como explicar! (Só faltou a música de fundo) rs

Só que depois disso, começou uma fase muito tensa. Só havia colostro e não era o suficiente  para alimentar o bebê. Meu leite demorou 7 dias para vir!!! Acredito que tenha sido por conta do estresse que passei no hospital. Mas isso é uma outra história.

Enfim, esses dias foram desesperadores, porque eu me senti incompetente, minha filha só chorava (pra não dizer berrava) e eu não podia fazer nada. Eu chorava toda madrugada e pedia a Deus pra fazer o bendito leite “descer”. E ainda teve a questão das rachaduras no seio. Lágrimas e mais lágrimas. Confesso que quase desisti.

Mas essa fase passou, porque tudo passa. E aí sim… Pude usufruir do prazer da amamentação.

Apesar de não ter muito leite e ter que complementar com leite artificial, posso amamentar minha filha todos os dias e esses momentos passaram a ser os mais importantes do meu dia. Valorizo cada segundo do corpinho dela encostado ao meu, o barulhinho que ela faz com a boca quando mama, os olhinhos fixos nos meus, a mãozinha segurando na minha. Eu quase posso ouvir um “obrigada, mamãe!”

 Porque estou escrevendo sobre isso agora?

Acho que primeiro é uma forma de desabafo e depois, um incentivo para outras mães de primeira viagem. Porque o importante é persistir. Ainda que seja difícil e doloroso. No final, tudo dá certo.

 E agora, estou aqui, olhando para ela e pensando que vou sentir saudades desses momentos quando ela crescer…

 “Amamentar é um ato de amor.”

 Camila Vaz

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3 comentários sobre “Ato de AMOR

  1. Nossa! Foi exatamente assim que aconteceu comigo qd amamentei pela primeira vez…estava cheia de coceira, zonza de tantos remédios e de repente… uma pequena pessoínha começa a mamar desesperadamente e fiquei tão emocionada que td desapareceu e parecia que só existia eu e meu filhote. Vai uma dica, meus seios não racharam, durante os 3 últimos meses da gravidez passava tds os dias, depois do banho, uma pomada para assadura chamada BEPANTOL. Mesmo depois do nascimento, entre uma mamada e outra, continuava passando, foi ótimo!
    Amigaaaa, amo seus textos!!

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