Chegou a minha vez!

Bem, a minha filha acaba de completar 1 ano e 1 mês e apesar de ainda  ser um bebê(zinho), já está se achando dona do seu próprio nariz!

Ela é geniosa, cheia de vontade, sabe bem o que quer e  quando não quer algo, abre o berreiro ou estala um tapa com os dedos beeeeeem  esticados no meu rosto. Eu digo que não pode, falo sério, com voz de mãe má e
tudo. Mas não adianta!

A novidade agora é ela se jogar no chão para  fazer pirraça! Sim! Se jogar no chão! A primeira vez eu fiquei tão perplexa que  não tive reação. Eu tenho  um certo trauma em relação à pirraça e já já explico o porquê.

Chega a ser meio apavorante pensar que depois de apenas 9  meses você passa a ser responsável pela formação do caráter de um ser humano.

Depois da maternidade, todas as experiências e histórias dos  outros passam a não fazer muito sentido porque agora chegou a SUA vez de ter as  SUAS experiências e viver as SUAS histórias.

A questão é: como educar um bebê? O que fazer ou não fazer?

Alguns dão umas palmadinhas, outros, deixam de castigo. Há  os que apenas conversam e os que repudiam qualquer tipo de correção. Aff… ser  mãe não é fácil não.

Quem dera houvesse um treinamento para as mães com o tema: “COMO  EDUCAR SEU FILHO DE FORMA PERFEITA”. Ou quem sabe um programa de TV matinal, como o MAIS VOCÊ ou o HOJE EM DIA com receitas infalíveis de educação infantil… 🙂

Mas infelizmente não existe um manual de instrução, afinal, cada criança  é de um jeito e tem uma personalidade. E acredito que a personalidade influencie  (e muito!), porque eu sempre fui agitada e cheia de vontades e o meu irmão mais  novo, um poço de calmaria e tranquilidade. Mesmo pai e mesma mãe. 

Vamos voltar ao trauma de pirraça:

Eu tenho uma fama terrível na família de ter sido uma  criança manhosa e todos os meus parentes dizem que eu fazia muita pirraça. Em  qualquer lugar, a qualquer hora, bastava apenas ouvir a palavra “NÃO”. Fiz
minha mãe passar vergonha muitas vezes em supermercado, farmácia, loja de  brinquedos, doces, etc.

Sempre ouvi das pessoas que essa reação das crianças é  reflexo da educação que os pais oferecem e que faltou “pulso firme” na minha  mãe e no meu pai para que eu mudasse de comportamento. No entanto, eles se
justificam dizendo que utilizaram todos os métodos possíveis para que eu  deixasse de ser pirracenta, inclusive o castigo e as palmadas.  

Ah! Por falar nisso, ainda tem as controvérsias sobre dar ou  não umas palmadinhas na criança. É óbvio que eu  a acho  muito bebê para dar  qualquer tipo de palmada, mas preciso me confessar aqui: às vezes sinto muita
vontade. Pronto, falei!

O fato é que eu não estou sabendo lidar com isso e às vezes  me sinto culpada achando que estou fazendo algo de errado. Por outro lado,  lembro que a Isabela fez a primeira pirraça com 3 meses de vida! É isso mesmo:
3 meses! Eu tenho um vídeo para comprovar! Ela estava na cama mas queria vir  para o meu colo e começou a resmungar com cara de brava, esfregando os pés e se  jogando para trás. Uma loucura! rs

Enfim… não quero ser uma mãe enlouquecida que grita e se  descabela o tempo todo: “Desce daí! Vou contar até 3! Vou te bater! Vou contar  pro seu pai! Levanta do chão! Para de chorar!” Blá, Blá, Blá.. Mas também não
quero ser omissa e permissiva, aceitando atitudes as quais não concordo.

Eu sei que os pais precisam manter o controle da situação,  mas percebo que existem momentos em que tentamos mostrar a qualquer custo para as  crianças e para os outros, que temos o total controle da situação, quando na realidade estamos completamente perdidos e ensandecidos!  

EQUILÍBRIO – Acho que esse é o lance! O grande desafio das mamães é  encontrar o equilíbrio, o seu jeito, a sua forma, de acordo com a personalidade  e o gênio do seu filho. Mas não é moleza não.

A propósito, ninguém me disse que seria fácil! Chegou a minha vez! O show tem que continuar… 🙂

Boa sorte pra nós!

 Camila Vaz

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3 comentários sobre “Chegou a minha vez!

  1. Mais engraçado, é que me lembro quando vc estava grávida e vc dizia que tava torcendo para que Isabela fosse igual ao pai, porque vc tinha dado muito trabalho quando criança. Mas acho que a Isabela ficou parecida com vc!!! Bom Camila, tenho certeza que vc encontrará seu jeito, e confesso, sou daquelas que acreditam que umas palmadas de vez em quando não mata ninguém. Mas td c moderação é claro. Boa sorte com sua filhota!

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