Independência Infantil

Você é daquelas [sou dessas] mães que estimulam seus filhos a serem independentes? Dentro dos limites normais da idade, claro!

Sempre fui uma criança independente, metida a fazer coisas além da minha idade, Adorava participar de conversas de adultos e dar opinião sobre tudo. Sempre fui a rainha dos “porquês” na minha casa.

Meu pai dizia que eu seria jornalista ou advogada. Optei pela segunda opção. Odeio injustiça e defendo as pessoas até quando elas não fazem a menor questão de serem defendidas. Hahaha

Enfim, sempre estimulei a Isabela, minha primeira filha, a ser independente. O que eu não esperava é que ela já tivesse essa tendência. A escola contribuiu muito com esse processo também. E depois que o irmãozinho nasceu, a situação complicou porque ela não me espera para resolver nada. Vai fazendo tudo sozinha. Resultado: está se achando a dona do seu nariz! (E ela é. Mas não precisa saber disso tããão cedo!) rs

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– Quando acorda, vai ao banheiro, abre a gaveta, pega o creme dental dela e escova os dentes sozinha. (Sob supervisão, lógico!)

– Almoça e janta sem ajuda de ninguém e não quer mais sentar na cadeira de amamentação, tem que ser na mesa e com garfo com de adulto. Não se suja e nem faz bagunça. (Ela odeia se sujar!)
– Quer pentear cabelo sozinha, tomar banho e calçar meias e sapatos.

– Agora a novidade do momento é tirar a roupa, sentar no vaso sanitário, fazer xixi e se limpar sozinha. Quando eu dou conta, ela já está colocando a roupa de novo, dando descarga e tentando lavar as mãos na pia. (Um perigo!)

Apesar de ser a favor do protagonismo infantil, de não deixar as crianças sem as devidas explicações e de inseri-las no contexto da realidade em que vivem, sempre rola uma preocupação dela ficar sobrecarregada. Como mãe, eu tenho que ter essa sensibilidade, até por que, penso que a independência infantil é um processo que deve ser construído ao longo do tempo.

Hoje, por exemplo, ela me pediu para dar banana amassada para o irmão. Eu sempre aceito a ajuda dela para pegar uma fralda, uma mamadeira, um sapatinho pra ele e tal, mas tive que explicar que ainda é cedo para ela alimentá-lo,  que isso é coisa para adulto fazer, que pode ser perigoso, etc. Ela fica contrariada.

Mas sinto que esse senso de independência nasceu com ela, é natural, da sua personalidade. Percebo, por exemplo, que o Isaque é muito mais dengoso, apegado, mesmo sendo tão novinho.

Agora estou colocando o pé no freio e mostrando que ela ainda é um bebê, que precisa da minha ajuda para muitas coisas e que vai chegar a hora certa da sua independência.

  Vejam que reflexão interessante que achei aqui.

 “ Num ambiente desafiador e que possibilita interações adequadas, desde muito cedo a criança age com crescente independência. Ela aponta para pessoas ou coisas de que gosta e decide o que vai explorar. Ao tomar decisões e fazer escolhas, ganha um sentido de controle e eficácia pessoal, como se dissesse: “Sou alguém que consegue fazer isso”. Essa sensação é proporcionada ao permitir que se alimentem sozinhos, por exemplo. “Eles devem realizar várias tarefas por conta própria, mas isso não quer dizer largá-los à própria sorte”, afirma Maria Ângela. “Ao contrário, é preciso intervir sempre que necessário e ajudá-los a entender como se faz determinada coisa.” À medida que o ambiente os encoraja a ser independentes, eles também têm de se proteger contra experiências que causem vergonha – como não conseguir fazer algo sozinhos na primeira tentativa. Nesse ponto, a formação de fortes laços emocionais com a mãe e o educador é essencial. Apoio e incentivo são muito mais eficazes para eles do que críticas e restrições. “

 

Afinal, há tempo para todas as coisas, diz a Bíblia. E autonomia é bom, mas no tempo certo, concordam?

 

Beijos

Camila Vaz

https://mundodepalavras.wordpress.com

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10 comentários sobre “Independência Infantil

  1. Oi, Camila.
    Concordo com você que as crianças precisam ter autonomia.
    Eu seguro um pouco meus filhos mas ofereço autonomia no tempo que julgo adequado.
    Minha filha, por exemplo, começou a andar de ônibus aqui no DF com 13 anos aproximadamente.
    Agora meu neto que mora comigo, como as condições de segurança estão menos favoráveis e moramos mais longe da região central da cidade passou a andar de ônibus sozinho com 16 anos.
    Parabéns por sua filhinha.
    Abraço da
    Celina

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  2. Oi Camila!
    Ontem não consegui comentar no Recanto, no seu post, mas vim aqui pra dizer que gostei muito desse texto.
    É verdade, eles tem que ter certa independência, mas pra tudo tem o seu tempo.
    Acredito também, como vc citou, que a tua pequena princesa tem um temperamento mais independente, pois outras crianças na idade dela quando ganham um irmãozinho fazem de tudo pra serem o menos independente possível, pra chamarem a atenção dos pais.
    A sua filha é uma jóia preciosa, assim como o Isaque.
    Beijos e um abençoado final de semana.

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  3. Muito interessante sua filha!
    Também tento estimular meu filho a ser independente, mas ele gosta de pedir ajuda! Continuo tentando que ele faça as coisas sozinha. Muitas e muitas coisas ele faz sozinha… outros só pede ajuda porque quer companhia!

    Cada criança tem seu período de amadurecimento, nós como pais temos que ter essa sensibilidade de estimulá-lo a medida que ele pode conseguir!
    Penso que a criança que é estimulada a ser independente, no futuro vai se tornar um adulto mais capaz de decisões, de tomar iniciativa e essas coisas sabe!

    Muito legal seu post e as reflexões!
    Beijos
    Karin

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