(de)pressão

depressão

Houve algo em especial que me chamou a atenção esta semana: a depressão e suicídio do ator norte-americano Robin Williams, de 63 anos.

Fiquei intrigada pelo fato de um homem que proporcionava riso fácil e admiração artística às multidões, sofrer intensamente com a depressão.

Um pouco sobre o assunto:

“A depressão é uma condição amplamente disseminada, afetando milhões de pessoas. Aqueles que sofrem de depressão podem experimentar sentimentos intensos de tristeza, raiva, falta de esperanças, fadiga e uma série de outros sintomas. Elas podem passar a se sentir inúteis e até mesmo suicidas, perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas com quem antes se alegravam. Dentre outros motivos, a depressão é frequentemente desencadeada por circunstâncias de vida, como a perda de um emprego, a morte de um ente querido, divórcio ou problemas psicológicos como a baixa autoestima e problemas causados pelo abuso.”

O fato é que nem a arte, nem a criatividade, nem a fama ou o dinheiro afastou a tristeza avassaladora do coração deste homem, que apesar de  buscar ajuda inicialmente, não suportou a pressão e sucumbiu.

É impossível saber exatamente o que o pressionava. Mas a questão é que ele infelizmente tirou a própria vida e isso nos alerta para a relevância deste tema.

É comum perceber que muitas vezes essa doença é ignorada pelos parentes, amigos e até mesmo pela própria pessoa, que se sente envergonhada e oprimida pelo medo de parecer fraca perante uma sociedade que vive de aparências.

Além da pré-disposição genética, os fatores emocionais, físicos e sociais podem ser relevantes para desencadear do quadro depressivo.

É notório que vivemos num mundo onde a busca pelo poder, fama, dinheiro e beleza se tornou algo surreal e muitas pessoas se sentem esmagadas e podem não conseguir lidar com as frustrações das não conquistas.

O ser humano é frágil e precisa de amor. Fomos feitos para amar e sermos amados, antes de qualquer coisa, mas a correria do mundo moderno tem nos afastado de nós mesmos, uns dos outros e principalmente de Deus, que é o próprio Amor.

Eu não sei o que o Robin Williams estava passando, não sei quais foram os motivos dele, mas tenho certeza de que retirar a própria vida não era o fim que ele merecia ou que Deus havia planejado para ele.

Muitas vezes a pessoa com depressão procura tirar a própria vida para se livrar do tormento e da tristeza em que se encontra.

Seja depressão pós-parto, seja pela perda de um ente querido, seja por pré-disposição genética, a depressão priva a pessoa do senso de coerência e exatamente por isso, esta é uma condição que deve ser diagnosticada por um médico o quanto antes.

Os sintomas, infelizmente, não podem ser aliviados somente pela vontade própria, por isso é preciso procurar ajuda.

Tenho uma pessoa querida que passou pelo quadro depressivo e seu tratamento durou dois anos. Hoje ela está curada e sua vida voltou ao normal. Mas o amor de seus familiares e amigos foi o primeiro grande remédio.

É preciso amar incondicionalmente a pessoa depressiva, ser paciente com ela e proporcionar-lhe um tratamento adequado.

Os familiares e amigos não podem deixar que a pessoa com depressão perca todas as esperanças, afinal, Deus (que é o próprio Amor) é capaz de oferecer novas possibilidades e recomeços para o ser humano a cada amanhecer.

O amor é a luz que clareia a escuridão e ilumina os primeiros passos rumo à cura, é a mão estendida para levantar alguém do fundo de um poço frio e escuro.

Então… este post é mesmo para lembrar a você, leitor, que ajudar alguém com depressão pode resgatá-lo de uma crise e que oferecer-lhe o seu coração pode até mesmo salvá-lo da morte.

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Camila Vaz

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