Abandono Afetivo

ABANDONO AFETIVO

Eu tenho ótimos pais. Poderia escrever um livro sobre eles e sobre tudo o que me ensinaram e fazem por mim até hoje. Mas sei que essa não é a realidade de todas as pessoas.

Pelo contrário, convivo com amigos que cresceram sem a presença paterna ou cultivando um péssimo relacionamento com a mãe.

Também conheço crianças que vivem um inferno emocional por conta do abandono que  sofrem por parte dos pais que nunca ligam, nunca estão presentes nos momentos importantes, nunca chegam na hora combinada para o passeio ou simplesmente desaparecem sem dar notícias.

Atendo muitas mulheres que precisam recorrer ao judiciário para obterem alguma ajuda financeira dos pais, que se recusam em contribuir com o sustento dos filhos ou visitá-los regularmente.

Esse abandono não é apenas financeiro, mas principalmente afetivo e consiste na omissão de cuidado, criação, educação, companhia, assistência moral, psíquica e social.

A Justiça brasileira tem adotado o posicionamento de condenar os pais que abandonam os filhos afetivamente ao pagamento de indenizações em dinheiro. Essas decisões não servem para minimizar a dor a e angústia da ausência de um dos pais, mas sim para propiciar uma sensação de justiça.

Há quem considere que a indenização pode ser uma forma eficaz de justiça e punição, porque apesar do direito não ter a capacidade de obrigar alguém a amar, pode punir alguém por não cuidar.

“Amar é faculdade, cuidar é dever.” Ministra Nancy Andrighi

 

PATERNIDADE INCONDICIONAL

Mas e a dor da alma? Quem pode curar?

Sabemos que os danos emocionais de um abandono paterno podem ser irreversíveis, mas em Deus encontramos uma paternidade incondicional.

A Bíblia nos ensina que fomos planejados e desejados por Ele e que por meio de Jesus, Seu Filho, deixamos de ser apenas criaturas para nos tornarmos FILHOS também. Aceitar o Filho para receber um Pai e tomar parte de uma herança eterna.

A diferença entre a paternidade natural e a espiritual é o amor incondicional e perfeito, que só Deus é capaz de oferecer.

 

Logo, tudo o que você precisa fazer é aceitar o Filho para ter acesso ao Pai.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; João 1:12

Nele há abrigo, consolo, perdão, misericórdia e graça e não existe possibilidade de abandono.

Deus participa ativamente da vida de seus filhos através da Palavra e da Oração. Você fala, Ele ouve e você pode ouvir o que Ele fala também.

Então, ainda que você tenha sido abandonado, ainda que lhe falte o afeto dos seus pais, ainda que você se sinta órfão, há esperança na paternidade de Deus, pois Ele é o pai da paternidade.

Esta palavra de encorajamento é para que você alegre o seu coração e encontre sentido na filiação, em ser quem você é Nele. Pois fomos gerados à imagem de Deus e formados com amor e cuidado, desde o ventre materno. Isso significa que jamais seremos rejeitados, esquecidos ou abandonados.

Essa filiação muda a nossa identidade.

Essa  paternidade muda a nossa história.

Você nunca será órfão e jamais será abandonado.

 Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá. Salmos 27: 10

 

Com amor,

Camila Vaz

#paternidade #filiação #maternidade #direito #família

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