Todavia me alegrarei

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Tudo que o meu coração deseja hoje é corresponder ao amor de Deus, independente das circunstâncias, para alcançar a plenitude do relacionamento que Ele deseja ter comigo. Então eu terei encontrado a verdadeira satisfação que reflete o meu propósito aqui: glorificar o nome Dele e fazê-lo conhecido.

Somente a intensidade e a profundidade de um relacionamento íntimo com Ele será capaz de gerar em mim  a confiança necessária para declarar que: ainda que a figueira não floresça e não haja fruto na vide e o produto da oliveira minta, TODAVIA EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, no Deus da minha salvação.

Tenho aprendido que tanto a gratidão pelo cotidiano, pelo simples e pelos pequenos detalhes, quanto a gratidão nos momentos de dor, de angústia e tribulação revelam a legitimidade do meu amor e a qualidade da minha fé.

Não falo aqui do amor ordinário vivido levianamente e nem da fé egoísta que só envolve as minhas necessidades. Refiro-me ao AMOR extraordinário, padrão estabelecido por Deus, nos moldes daquele descrito em 1 Cor. 13 ou ao padrão de FÉ descrito em Hb 11.

Eu sei que a princípio parecem inatingíveis, difíceis de praticar. Mas a Bíblia não é um apanhado de utopias. É a verdade revelada para quem crê.

Se Deus estabeleceu um padrão, Ele nos capacita para alcançá-lo. No entanto, é um processo de aperfeiçoamento, que passa por provações, antes da aprovação.

Creio que cada conquista, por menor que seja, alegra o coração paterno de Deus. E quando confiamos na sua vontade, no amparo durante a queda, no consolo depois da perda, no afago durante a dor, no sustento durante a falta, Ele sorri.

E se eu levar em conta que minha vida tem o propósito de glorificar a Deus e que, quando glorifico a Deus eu me satisfaço Nele e Ele em mim, eu realmente encontrei o sentido de viver.

A presença de Deus é uma fonte inesgotável de satisfação e alegria. Tudo o que Ele faz é justo e bom. A vontade Dele é perfeita e agradável. Embora eu não entenda, não compreenda, eu creio que é. Essa é uma verdade da qual eu jamais duvidarei.

 

Camila Vaz

Não cale a voz da gratidão

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É fácil cair na armadilha de falar somente sobre problemas e coisas negativas. Essa prática acaba se tornando uma maneira de nos acomodarmos diante da opressão que sofremos e isso geralmente nos paralisa, como uma corrente presa aos nossos pés, num quarto fechado e escuro.

Mas se focarmos somente nas coisas ruins e olharmos somente para baixo, não conseguiremos ver , ouvir ou sentir o agir de Deus, tampouco sermos aperfeiçoados por Ele.
É do alto que vem a força que renova a nossa fé e gera em nós atitudes de louvor e gratidão, mudando a realidade dentro de nós e também ao nosso redor.
É certo que às vezes esperamos que a vida seja feliz e indolor, mas não é isto que a Bíblia ensina. Para o cristão, este mundo é um lugar de desenvolvimento espiritual por meio de momentos bons e ruins.
Jesus foi realista quando explicou que no mundo teríamos aflições. Mas nos encorajou dizendo: “tende bom ânimo, porque Eu venci o mundo!”

A presença de Jesus Cristo faz nosso coração transbordar de alegria e paz, independente das circunstâncias.  Toda dor ou frustração , pode ser amenizada por um coração agradecido.

 

Convido você (e a mim) a agradecer a Deus por quem Ele é. E depois, agradecermos também pelo que Ele tem feito na nossa vida. A gratidão é amor correspondido. Cura a alma e alegra o espírito. É canção que ecoa para a eternidade.

Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre. Salmos 30:11 e 12

Camila Vaz

Sobre a maternidade “virtual”

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Imagem: Amanda Greavette

Desde que me tornei mãe e comecei a registrar minhas experiências aqui no blog e no Recanto das Mamães, mergulhei de cabeça num universo curioso, apaixonante e ao mesmo tempo muito louco. O mundo da maternidade virtual.

Confesso que já dei boas risadas lendo textos incríveis e já me identifiquei inúmeras vezes com outros tantos textos sensíveis. Já chorei com desabafos que me faziam sentir amparada e acompanhada nessa jornada cheia de obstáculos e inseguranças. E claro,  já esclareci muitas dúvidas com outras mães mais experientes.

Imagem: Amanda Greavette

Imagem: Amanda Greavette

Conheci uma infinidade de blogs sobre o tema, li sensatas e também extremistas opiniões. Conheci mães super bem informadas, divertidas, dedicadas, artistas, esportistas, talentosas, vaidosas, empresárias, donas de casa, divas, fitness, feministas, machistas e mães que conseguiram fazer do seu blog, sua profissão. Seu ganha pão.

Maaaas, já tive até o desprazer de “presenciar” brigas virtuais. Já vi plágio de texto, comentários maldosos e julgamentos. E vi muita intolerância no que diz respeito aos princípios e escolhas umas das outras. Isso vai desde o tipo de parto (cesárea ou normal) até os princípios éticos, morais ou religiosos. Vide a campanha contra o aborto, onde fui severamente criticada por expor minha opinião.

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Imagem: Amanda Greavette

Mas de tudo o que leio, sempre busco extrair algum aprendizado, alguma reflexão. Dessa forma, percebi que o que falta para nós, mães, é um pouco mais de empatia, ou seja, a capacidade de entender o sentimento da outra, imaginando-se nas mesmas circunstâncias. E também de entender que não precisamos ter uma resposta pronta pra tudo, nem uma solução milagrosa para todos os percalços da maternidade e que todas nós possuímos telhado de vidro. Certeza!

Não há mãe perfeita, não há mãe certa ou errada. Não tem um jeito certo de fazer isso ou aquilo, não tem fórmula mágica.

Hoje em dia é preciso peneirar muito para achar um blog materno que tenha compromisso com essa sensibilidade. É difícil encontrar mães que revelem seus medos e compartilhem suas dúvidas com sinceridade e estejam dispostas a ajudar umas as outras de verdade. Além das aparências e fotos com filtro.

Diante de tanta superficialidade, da realidade maquiada, da comercialização da imagem e da exposição muitas vezes desnecessária da intimidade das crianças, tudo anda muito raso e monótono. Porque na vida real somos falhas, cheias de defeitos, dúvidas e inseguranças. O fato é que a maternidade é uma montanha-russa! Ou não?

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Imagem: Amanda Greavette

Há exceções e vibro com isso. Amo encontrar mães reais! E pais também! Uma pena que a adesão deles ao universo dos blogs e afins seja ainda tão pequena…

Tenho certeza de que todos nós temos inúmeras facetas e podemos dividir o que há de melhor em nós para então somar e multiplicar esse amor sem medida na rede.

Seja como for, seja de verdade.

Acho que o mundo virtual está carente de mães reais. Só acho…

bjs

Camila Vaz

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Não basta envelhecer. É preciso amadurecer.

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Algumas pessoas escolhem não permanecer na sua vida.

Um dia, sem abraço de despedida, pegam suas malas e seguem viagem.

Não importa o quanto foram bem-vindas e acolhidas na sua casa, nos seus dias. Elas se vão e só.

Antes, eu sentia muito a ausência desses viajantes desapegados.

Cheguei a derramar algumas lágrimas melancólicas por eles.

Agora entendo que faz parte do ciclo natural.

Muitos passam pela estação, mas somente alguns permanecem.

Não lamento mais…

Aprendi a ceder o espaço vazio para outros peregrinos da vida e a guardar comigo o que cada um compartilhou de bom, de alegre e verdadeiro.

Aprendi também a doar o meu melhor sem esperar que as amizades criem raízes.

Quero apenas continuar sentindo o prazer de espalhar as minhas sementes e continuar me surpreendendo com os frutos que colho pelo caminho.

Então… que a gente celebre sempre as pessoas que ficaram e as memórias boas das pessoas que resolveram partir.

Coisas que o tempo ensina.

Porque não basta envelhecer. Amadurecer é preciso.

 

Camila Vaz
http//: mundodepalavras@wordpress.com

O passado é parte.

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Distante da vitrine da minha memória recente, fui em busca de uma caixa empoeirada na prateleira do passado. Abri e me surpreendi.

Encontrei folhas secas, pés de fruta, barulho do mar, frio na barriga, aventuras, desventuras, poesias, gotas de chuva, dúvidas, lágrimas, despedida, músicas, promessas, amigos e papéis cheios de história. Registros da minha vida.

Nela, revi algumas poucas certezas e me deparei com sonhos sem fim.

Reencontrei pessoas, relembrei abraços e sorrisos.

Enquanto alguns desejam (ou são obrigados) a esquecer, esconder, omitir ou desmentir o seu passado ou o de alguém, outros se recordam para alimentar o viver e a esperança.

Cada passado, uma sentença. E o meu é doce e carregado de saudade.

Voltar no tempo pra mim é nostalgia boa e  aprendizado com as escolhas que fiz até um segundo atrás. É balança.

É lá que estão as bases, os erros e acertos que me fizeram ser quem eu sou hoje.

Não quero que o passado volte, nem vivo sob sua sombra, mas também não quero que ele seja apagado da minha memória.

É bom lembrar da liberdade da juventude e da ausência de compromissos inadiáveis. É bom lembrar de uma infância na roça e de pessoas que marcaram a sua história.

No entanto,  não desejo trocar o momento que vivo hoje por nada que passou, afinal, o presente é um presente! Celebro e agradeço.

Quanto ao passado, quero apenas que ele fique lá, nas prateleiras da minha mente, à minha disposição e ao alcance de minhas mãos.

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Camila Vaz
http//: mundodepalavras@wordpress.com

O passado é parte.

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Distante da vitrine da minha memória recente, fui em busca de uma caixa empoeirada na prateleira do passado. Abri e me surpreendi.

Encontrei folhas secas, pés de fruta, barulho do mar, frio na barriga, aventuras, desventuras, poesias, gotas de chuva, dúvidas, lágrimas, despedida, músicas, promessas, amigos e papéis cheios de história. Registros da minha vida.

Nela, revi algumas poucas certezas e me deparei com sonhos sem fim.

Reencontrei pessoas, relembrei abraços e sorrisos.

Enquanto alguns desejam (ou são obrigados) a esquecer, esconder, omitir ou desmentir o seu passado ou o de alguém, outros se recordam para alimentar o viver e a esperança.

Cada passado, uma sentença. E o meu é doce e carregado de saudade.

Voltar no tempo pra mim é nostalgia boa e  aprendizado com as escolhas que fiz até um segundo atrás. É balança.

É lá que estão as bases, os erros e acertos que me fizeram ser quem eu sou hoje.

Não quero que o passado volte, nem vivo sob sua sombra, mas também não quero que ele seja apagado da minha memória.

É bom lembrar da liberdade da juventude e da ausência de compromissos inadiáveis. É bom lembrar de uma infância na roça e de pessoas que marcaram a sua história.

No entanto,  não desejo trocar o momento que vivo hoje por nada que passou, afinal, o presente é um presente! Celebro e agradeço.

Quanto ao passado, quero apenas que ele fique lá, nas prateleiras da minha mente, à minha disposição e ao alcance de minhas mãos.

 

Camila Vaz

http//: mundodepalavras@wordpress.com

Passado e presente: as crianças mudaram?

brincadeira de Criança #2

Depois que tive filhos comecei a me questionar sobre isso. Percebo uma diferença nítida de comportamento das crianças de antigamente em relação às crianças de hoje.

São vários os fatores que podem ter influenciado esta mudança. Não sei se há uma comprovação científica para o que estou dizendo, apenas conhecimento empírico.

Talvez a tecnologia tenha favorecido o estímulo da inteligência dessas crianças, talvez a ausência dos pais que trabalham fora tenha incentivado a independência delas, talvez a modernidade tenha feito com que as coisas simples parecessem sem graça aos olhos dos pequeninos, talvez o acesso precoce as informações desnecessárias tenha roubado a ingenuidade delas, talvez o aumento da violência nas ruas tenha afastado essas crianças umas das outras…

Sinceramente, não sei.

O fato é que elas são diferentes aos meus olhos. E isso me incomoda.

ANTIGAMENTE ATUALMENTE

A maioria não se interessa por brinquedos simples, tudo o que desejam é ficar em frente ao tablet, celular e TV, morrem de medo de bichos, não gostam de sol, de mato, de chuva, de lama, acham que brinquedo é descartável e diversão se resume em shopping.

Já tem gente falando sobre a morte da infância. Não diria tanto, mas talvez eu chamaria de infância sem graça.

Muitas estão se tornando adultas demais, independentes demais, intolerantes demais, ansiosas demais, sensuais demais, modernas demais.

Será que isso é pior, melhor ou não faz diferença?

Estive conversando com uma senhora mãe de 06 filhos, já adultos. Eu estava compartilhando com ela sobre a dificuldade que as crianças de hoje tem de se concentrar em alguma atividade, de obedecer aos pais, de compartilhar com amigos ou irmãos, de dividir, enfim…

Foi quando ela me disse: “ Minha filha, eu criei meus 06 filhos praticamente sozinha e eles ficavam horas brincando com brinquedos imaginários, ou com latas de mantimentos e colheres de pau, enquanto eu fazia o almoço e arrumava a casa, enquanto hoje, meus netos não param um minuto, nem com vários brinquedos de última geração espalhados pela casa.”

 E ainda acrescentou: “Não se preocupe, as crianças de hoje são diferentes sim. São independes e autoritárias. São agitadas demais e inquietas, além dos vários problemas de saúde que antigamente não existia (ou não se sabia).”

Daí eu não preciso de pesquisa científica para comprovar o que eu penso. Fico com a opinião experiente dessa mulher.

E claro, é tranquilizante saber que não sou frouxa, incompetente ou mole. O problema está na geração high tech de hoje em dia… hahaha

Será que estou exagerando, gente?

Qual é a sua opinião?

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Camila Vaz